Tudo e Nada Um pouco de tudo no meio do nada

Reflexões sobre o corpo materno

Na verdade foi um comentário no Facebook sobre um texto lido. Ficou grande, mas postei lá assim mesmo. Lembro que com meu 1o filho recém-parido, amigos, cheios de amor e só amor e muito amor, listavam celebridades igualmente com filhos recém-nascidos e já em forma, sem entender a violência imbutida nesse discurso. Levou pra mim um ano pra voltar ao mesmo peso, nunca à mesma forma. Depois foram mais 2 filhos. Outras cheias desse amor torto que não se enxerga como torto.

Das revelações

Das revelações O olho é cego ou a língua é torpe a  palavra é doce, a intenção é vil a alma é fria, o coração vazio e tudo que espera, o  amor servil O olho é cego ou a língua é torpe e em mim não deita nenhum alento Nenhuma fé  no que já fui um dia e se desfez, se dissipou ao vento O olho é cego  ou a língua é torpe a verdade é arma, a mentira também À  ti, tudo. Gostar disso: Seja o primeiro a gostar disso post.

Seu nome é Expectativa

Vazia. Cheia. Tudo flui e nada passa. Memórias e possibilidades. Jogos, mentira, trapaça. Presa em dia de caça.     Vazia. Cheia. Ideias em desfile recorrente Dúvidas em mar que é profundo Certezas em córrego raso Verdades em boca que mente     Vazia, Cheia De tudo aquilo que não se vê Relevo em superfície lisa O outro sempre foi isso, Não se via, agora se sabe, mal se crê     Vazia. Cheia. Sabia o que fazer. Estava aqui. Agora some. E em cada passo se tece o movimento Que colocará o mundo em ou

Minha Palavra

A palavra. Escrita. Lapidada até quase a transparência Enredada em sentimento profundo. Alma exposta e escondida Nas profundezas do mundo. A palavra. Escrita. Profícua. Visceral. Arma branca Vitória certa em meu campo de batalha E o último suspiro a ser dado Quando envolvida em minha mortalha. A palavra. Escrita. Meu palco. Meu lugar no universo. Onde enfim me reconheço. Companheira, fiel mas geniosa E onde se encontra meu recomeço.

Algumas máximas não tão cínicas sobre o amor

1 – Amar é possível. E desejável. E necessário. Mas nos confundimos sobre os tipos e graus e detalhes desse amar, tensionando o sentimento, e acabamos amando o amor. Alias, esse é meio que o movimento natural, porque amar é simples e se relacionar é complicado,  mas é aí quando a coisa desanda… Poucas pessoas possuem a amplitude de alma para se saberem amadas só pelo amor em si, esperando naturalmente a tensão ceder, e não tomar isso como desamor.

A espera

Esperando A hora de ir. E a de voltar. O próximo trem, a próxima história, o próximo dia. A vida alheia. A vida de volta. Só a vida. O resultado. A melhora. A cura. A paciência crescer A paciência acabar O bom senso de quem nunca o teve A bondade de quem não precisava oferecer O colo, o embalo, o abraço A solução. A condição. A primazia. Esperando Só esperando. Entressafra. Interlúdio. Recesso. De corpo. E de alma. Esperando. No tempo da espera.

Das almas secas

Eu realmente precisava escrever uma coisa. Qualquer coisa. A coisa. Mas subitamente, todos os rios se desviaram E seca, por dentro, não há palavras. Só há poeira. -21.870153 -45.317423 Like this: Be the first to like this post.

O Patinete

Queria sair de patinete, sério… Porque o mundo é esse mar de possibilidades a favor, ou mesmo contra o vento. São essas cores de Almodóvar. São esses instantes de revelação. São pequenas, insignificantes conquistas. Mudança de ares. De direção. Minúsculas descobertas que mudam vidas. Perspectivas e expectativas. Um dia na esteira do anterior. Mãos estendidas. E essa onda avassaladora de aceitação e de amor. Queria sair de patinete, mesmo.

Algumas máximas não tão cínicas sobre o amor

1 – Amar é possível. E desejável. E necessário. Mas nos confundimos sobre os tipos e graus e detalhes desse amar, tensionando o sentimento, e acabamos amando o amor. Alias, esse é meio que o movimento natural, porque amar é simples e se relacionar é complicado,  mas é aí quando a coisa desanda… Poucas pessoas possuem a amplitude de alma para se saberem amadas só pelo amor em si, esperando naturalmente a tensão ceder, e não tomar isso como desamor.

Borboletas, no aquário e no estômago

Eu tenho 16 anos. E borboletas no estõmago. Elas voam, revoando, batem asas e maremotos se formam na alma. Eu tenho 16 anos, e sou uma ninfa crescendo ao som do menino que vende picolés. É uma sensação estranha, uma dor que não dói, e as borboletas batendo asas no meu estômago. O joelho dobra frente a uma expectativa distante. Mas inverossimil. Mas irreal. E então eu tenho 17 e não era mais expectativa. Era meu. E as borboletas voavam no meu estômago.

Sobre queda livre e redes de segurança…

Queda livre involuntária, de novo, e de novo, e de novo. Um caminho de subida infinito e dificil e cruel.  E toda vez que vislumbro a lúz, bem acima, mas pelo menos a vejo, tropeço, caio de novo, de novo, e de novo. Toquei o chão uma vez. O mais baixo que se poderia chegar. Rosto na terra, gosto de ferro na boca, toda a gravidade do mundo me espremendo contra o chão. Estive lã. No centro do centro do centro da Terra. Foi súbito. Foi seco.

Sobre avalanches e navios…

Sério? Mesmo? Vai ser assim toda vez que eu ameaçar levantar? Uma avalanche após a outra, o mundo inteiro sobre mim? E os navios continuam a partir do porto. Um, depois outro, depois outro mais. Nenhum problema… é da natureza dos navios partirem do porto. Mas eu não estou neles… -21.870153 -45.317423 Like this: Be the first to like this post.

Algumas máximas cínicas sobre a comunicação (aplicadas ao amor, e igualmente verdadeiras).

A cerca do texto anterior [ Algumas máximas cínicas sobre o amor (mas nem por isso menos verdadeiras) ], foi levantado que talvez, o grande problema do amor seja a falta de comunicação, as verdades caladas, as meia-verdades ditas fora de contexto, o silêncio tácito onde eu finjo que entendi e você finge que falou e vice-versa… Talvez. Mas há que se entender sobre a comunicação também, falácia ainda maior que o tal do amor (o de fato, e o do Jay Vaquer também… embora vencer ou perder nesse jogo n

Algumas máximas cínicas sobre o amor (mas nem por isso menos verdadeiras)

1 – Denegue o quanto quiser, diga que no seu caso vai ser diferente, finja que o seu amor é especial, não importa. O fato é que Renato Russo não estava brincando: “Pra sempre, SEMPRE acaba.”.  Eventualmente a vida de umas das partes termina antes, mais isso não invalida o axioma, e nem é propriamente uma vantagem, exceto talvez em pactos suicidas.. é… bem… então, não é propriamente uma vantagem. 2 – Presta atenção porque isso é importante: PESSOAS NÃO MUDAM.


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